O Electrão recolheu e encaminhou para reciclagem mais de 24 mil toneladas de equipamentos eléctricos usados no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 19% face ao período homólogo.

Este crescimento deve-se, por um lado, ao envolvimento dos parceiros operacionais, mas resulta, sobretudo, do reforço contínuo da rede de recolha e da aposta na prestação de um serviço cada vez mais próximo e acessível aos cidadãos.

A grande maioria dos equipamentos enviados para reciclagem (79% do total) foi recolhida directamente através da rede Electrão. As recolhas na rede própria cresceram 12% neste semestre, passando de 17 mil toneladas para 19 mil. 

A rede Electrão tem, actualmente, à disposição do cidadão cerca de 18 mil pontos espalhados por todo o país onde é possível colocar pilhas, baterias e equipamentos elétricos usados. Estes locais estão mapeados no site www.ondereciclar.pt e podem ser identificados a partir do código postal. Este ano foram já disponibilizados mais 860 novos locais de recolha.

“O Electrão continua a aproximar a reciclagem dos cidadãos através do reforço da rede de recolha. Quanto mais simples e acessível for entregar um equipamento usado, maior será a participação das pessoas e melhores serão os resultados ambientais alcançados”

Director de Eléctricos e Pilhas do Electrão, Ricardo Furtado

Entre os equipamentos eléctricos mais reciclados neste primeiro semestre, atendendo ao peso, estão sobretudo os grandes electrodomésticos, como máquinas de lavar e de secar roupa.

São de realçar os números da recolha de painéis fotovoltaicos, que registaram um aumento exponencial, sobretudo, devido às tempestades que assolaram o centro do país e que tiveram uma grande incidência neste tipo de equipamentos. Foram recolhidas 3.356 toneladas nos primeiros seis meses deste ano, quando em igual período do ano passado esse valor não ultrapassou as 213 toneladas.

Na lista das outras tipologias mais recolhidas seguem-se os equipamentos de regulação de temperatura, como frigoríficos, arcas congeladoras e radiadores. Surgem depois os pequenos aparelhos eléctricos, como torradeiras e ferros de engomar; ecrãs e televisores; os equipamentos de informática e telecomunicações e as lâmpadas.

Campanhas como a Escola Electrão e o Quartel Electrão, continuam a desempenhar um papel relevante na mobilização da comunidade para a reciclagem de equipamentos eléctricos. Além da reciclagem, o Electrão promove a reutilização dos equipamentos recolhidos, sempre que tal é possível.

Disponibiliza também um serviço gratuito de recolha porta-a-porta de grandes electrodomésticos, proporcionando uma solução cómoda para o cidadão e garantindo o encaminhamento adequado dos equipamentos para reciclagem. Este projecto tem vindo a expandir-se e está, actualmente, disponível em 14 municípios da Área Metropolitana de Lisboa e da região Oeste: Almada, Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sintra, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.

A recolha de equipamentos eléctricos porta-a-porta é uma das estratégias de combate ao mercado paralelo, um problema para o qual o Electrão tem vindo permanentemente a alertar. 

“O mercado paralelo continua a representar um importante desafio para o sector. O desvio de equipamentos eléctricos usados para circuitos informais compromete a recuperação de materiais valiosos e aumenta os riscos ambientais associados ao seu tratamento. O envolvimento dos cidadãos é fundamental para garantir que estes resíduos chegam aos canais oficiais de reciclagem”